A saga da pauta do ex-AGU, André Mendonça, para a sabatina na CCJ do Senado já duram árduos 3 meses. É o maior chá de cadeira em toda a história da fase do novo período da democracia brasileira.

Essa delonga tem incomodado muita gente, a partir dos próprios membros da CCJ (32) Senadores que assinaram uma petição ao presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, pedindo providências para que a sabatina ocorra no plenário diretamente. Além de várias ações impetradas no STF questionando o abuso de autoridade do Senador.

A pergunta mais profunda, que se tem feito atualmente é: Qual a motivação do senador Alcolumbre? Apenas um jogo de cena para chamar a atenção do presidente Jair Bolsonaro ou fazer alguma pressão acreditando que o tempo esgotará a legitimidade da indicação de André Mendonça se poderia tirar uma nova carta na manga? Um novo azeitado pelo interesse dos senadores à partir dele próprio, ou um terceiro fator que tem a ver com a fé de André Mendonça, que é declaradamente evangélico? Como Alcolumbre pertence a fé Judaica, e com valores similares aos Cristãos, pressupõe-se uma natural “afinação religiosa”, porém a realidade é que o Senador parece não acreditar nesta “afinação”.

A base da eleição de Davi Alcolumbre foram as igrejas evangélicas do Amapá, na onda Bolsonaro, insuflado pelos valores conservadores, tendo como base as igrejas evangélicas e católicas do seu Estado.

O fato é que hoje os pastores e líderes de seu estado, dá como certo, uma profunda mudança no posicionamento de Davi Alcolumbre. “Ele não usaria um tema tão caro ao nosso segmento, apenas para pressionar o presidente. Ele tem lá, deszenas de outros assuntos, que permitiria isso sem nos atingir logo nós, que fomos sua base” – disse um dos pastores mais proeminentes do Amapá.

Portanto, após essa queda de braço passar, o que ficará é que o presidente do Senado traiu sua própria gente. Mas porquê? Somente o tempo nos dirá.