Era inevitável que o racha na família Valadão atingisse de cheio a Lagoinha. No último dia 6 de março, membros da Lagoinha de São Paulo se assustaram, quando viram o perfil no Instagram da igreja mudar de novo e ganhar uma nova identidade visual.

O primeiro post com o novo nome dizia: “A mesma história, uma nova identidade.”

Nascia publicamente a Igreja Pura Fé, um ministério novo, mas com o mesmo “tudo”. A iniciativa partiu do elegante pastor Bruno Brito e provocou reações em todo o ministério, tanto que o próprio André Valadão decidiu voltar ao Brasil para assumir a Lagoinha Alphaville.

O motivo que levou Brito a tomar essa decisão, apenas o núcleo duro da Lagoinha sabe, mas uma fonte do Gazeta Cristã já contou para gente que a coisa é bem crônica e pode se alastrar para outras filiais.

Uma das razões, seria o claro envolvimento de André Valadão com a política e a defesa do governo Bolsonaro. Bruno é do tipo que acredita que a igreja não pode pender nem para a direita e nem para a esquerda, e isso teria gerado um problema interno que só cresceu.

Em um culto que esteve presente, o Pastor Cláudio Duarte demonstrou seu apoio à saída do Pastor Bruno Brito. “Nós respeitamos a bandeira, a autoridade do ministério (Lagoinha) que estava sobre o senhor, mas o Senhor manda lhe dizer (…) Não tem que ter medo”, Duarte disse ao Pastor.

Opinião

É triste vermos que nos dias atuais, mais do que nunca, Igrejas e Ministérios se racham. As divisões no corpo de Cristo confundem os cristãos e enfraquecem a Igreja do Senhor, ainda mais quando os motivos são banais.

A iniciativa da Igreja Batista Lagoinha, por meio do seu fundador, Pr. Márcio Valadão, de tornar uma igreja apostólica, sem que as igrejas nascessem dessa forma, trouxe muitos problemas e dores de cabeça. Enquanto a igreja se debate, as narrativas do outro lado crescem e tentam descredibilizar o ministério do corpo de Cristo. Aliás, Jesus disse: “Vós sois luz do mundo e sal da terra”.

Com toda batalha que a sociedade atual enfrenta contra os valores Judaicos-Cristãos, a Igreja do Senhor nunca precisou estar tão unida e fortalecida.

A mudança e a troca de placa, soma-se a decisão do pastor Márcio Valadão e sua equipe de cobrar 20% de dízimos das igrejas filiais e por implantar o ministério a visão apostólico. Isso significa, o que o pastor Valadão e sua equipe poderão trocar pastores de todas suas igrejas sempre que entender essa necessidade. De fato com, essas decisões, planta-se uma crise nas congregações filiais das igrejas Batista da Lagoinha.